Promoção: como turbinar o seu salário

02/09/2012 18:45

 

Aprimorar conhecimentos é essencial, assim como fazer cursos e investir em uma segunda língua, de preferência inglês ou espanhol.

 

Ter fluência em inglês e uma graduação podem fazer com que você ganhe mais do que um profissional que não tenha essas especializações. Só para se ter uma ideia, um profissional pleno pode ter uma remuneração de R$ 2.341, 84 se ele não tiver curso superior. No entanto, com o mestrado, este salário chega a R$ 5.306,21. Caso esse profissional fale fluentemente a língua inglesa, ele pode receber 54,28% a mais do que o outro. Os dados foram divulgados pela Catho Online. 

A consultora de RH da Catho, Larissa Meiglin, ressalta que para que o profissional possa ser bem sucedido e, consequentemente, conquistar a remuneração desejada, é de extrema importância que busque constantemente o aprimoramento por meio da realização de cursos, pós-graduação, MBA, participação em palestras e seminários com temas atuais dentro da área de atuação, entre outros. 

Segundo ela, hoje em dia, possuir uma graduação não é mais considerado um diferencial, pois a formação superior já se tornou um pré-requisito no mercado de trabalho. Por isso, o aprimoramento profissional deve ser trabalhado, se possível antes, mas essencialmente durante e após a conclusão do curso superior.

“A fluência em inglês é outro item que já se faz presente na lista dos pré-requisitos de algumas empresas, principalmente das multinacionais. Sendo assim, o investimento nesse idioma é outro fator muito importante para quem deseja uma colocação, recolocação ou promoção”, disse.

Já os cursos de especialização, MBA e de pós-graduação são elementos que completam e evidenciam os profissionais, pois o escopo principal desses cursos é o de aprofundar os conhecimentos em uma determinada área – diferentemente dos bacharelados e licenciaturas, que compreendem uma formação mais ampla – e desenvolver competências de liderança e visão de mercado, além ser um excelente meio para networking.

Além destes itens, existem outros aspectos que influenciam positivamente na remuneração. O mundo corporativo atual preza por colaboradores multitask, ou seja, um funcionário que poderá colaborar com a empresa de forma mais abrangente, que possui uma visão global dos negócios executados pela organização e que trabalha bem em equipe, entre outras aptidões comportamentais.

Metas

O gerente regional de desenvolvimento humano e organizacional da Fibria, Marcos Galetti, explica que para todos os funcionários são estabelecidas metas financeira, de produção, segurança e meio ambiente. 

“Observamos se o comportamento desse funcionário está alinhado aos valores da empresa. Apostamos em pessoas com maior potencialização”, disse Galetti. A empresa também trabalha com metas que são estabelecidas por setor. Com o Programa re Participação de Resultados (PPR) é possível obter 2,5 salários a mais por ano. 

A diretora da ABRH-ES, Jovaneide Polon, lembra que cada empresa possui um programa de promoção, com requisitos adaptados de acordo com a política da empresa.

“O mais importante é que o colaborador tenha um autoconhecimento para buscar as melhores formas de se desenvolver. Se ele perceber que um curso vai melhorar a sua atuação, então faça”, disse.

Na opinião do responsável pelo escritório de Vitória da Asap (consultoria de recrutamento e de seleção de executivos de média gerência), Peter Noronha, o profissional precisa entender o que é importante para o crescimento dele e o que precisa para ganhar mais. 

Segundo ele, é necessário saber quais são os critérios e expectativas da empresa para o crescimento de carreira. “Procure entender o que é mais valorizado. Algumas empresas valorizam o desenvolvimento de projetos relacionados aos objetivos dela, o compartilhamento de conhecimentos. A ideia é ser visto como agregador de valores”, destacou. 

Investimento

Investir na carreira foi o que fez a analista de marketing do Shopping Praia da Costa, Aline Laurenti Ferrreira. Ela é formada em Comunicação na área de imagem e som. Aline entrou no grupo como secretária executiva e, com o intuito de abrir o leque de atuação, decidiu dar continuidade aos estudos. 

“Fiz uma pós-graduação em Administração e surgiu uma vaga no Marketing do shopping. Para 2013, já estou programando fazer um MBA em Marketing, justamente projetando a minha carreira. Quero crescer ainda mais, pois sei que a equipe vai crescer”, contou.

A gerente de RH da Vale, Carla Diniz, destacou que para contratar, a escolaridade é um dos critérios. Depois disso, para ser promovido,  são avaliadas as competências, que é a habilidade de desenvolver a sua carreira, além da atuação dentro da empresa.

“De acordo com os resultados que o profissional apresenta para a empresa, ele pode crescer e a remuneração acompanha essa mudança de colocação. Tudo vai depender do foco”, destacou.

Fonte: A Gazeta